segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A propósito da cena da Meryl Streep nos prémios BAFTA, dei por mim a recordar uma fase, ou melhor, duas fases da minha vida bastante estúpidas. Numa, eu perdia tacões semanalmente; na outra, atirava-me para o chão numa média de intervalos de quinze dias. Aconteceram as duas há muitos anos.
Andava no secundário quando comecei a perder tacões. Eu não sei bem o que acontecia, mas quando dava por ela, tinha dado dois passos e o tacão tinha ficado lá atrás. E eu ía recolhê-lo. Da primeira vez que isso aconteceu, fiquei um intervalo inteiro (dos grandes) quieta no mesmo sítio, com a bota pousada no tacão como se nada fosse. Finalmente tocou para dentro, a multidão dispersou e eu saí da escola o mais rápido que consegui. Depois corri 15 minutos em bicos de pés, com uma bota normal e outra à Aladino até entrar num sapateiro que fez o favor de me resolver o problema. E esta foi só a primeira de muitas.
A fase das quedas começou na faculdade. Também não sei qual era o fenómeno, mas de cada vez que tropeçava - e eram muitas vezes - acabava no chão. Lembro-me de vários episódios, o último foi o melhor. Estava a atravessar a rua, mesmo à entrada da faculdade, carteira, cadernos, casaco, pronto, lá fui eu raspar com as mãos mais o joelho, tudo espalhado no chão e mais o carro que vinha muito devagar mas que me contornou muito direitinho e eu vermelha de vergonha mas sobretudo furiosa porque já estava mesmo farta de cair. Esta foi a última vez que caí.
Até hoje.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Gosto #8

200º Aniversário de Charles Dickens pela Google

domingo, 5 de fevereiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ponto de situação

Aquilo que pode ser - mas ainda não é - uma boa notícia, que para já é ansiedade, cabeça em água e, a esta hora, cansaço e muitas dores nas costas.

Noite, hoje e só hoje, dá-me por favor um sono sossegado sem despertares de coração acelerado ou sonhos verídicos. Sete horinhas bem dormidas, é o que peço.

domingo, 22 de janeiro de 2012

"It has been said, 'time heals all wounds.' I do not agree. The wounds remain. In time, the mind, protecting its sanity, covers them with scar tissue and the pain lessens. But it is never gone."

Rose Kennedy

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tenho a minha sala não-natalícia de volta.
E uma contractura nas costas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Houvesse ben-u-ron para isto...

Será possível ter um surto febril com origem num estado raivoso nervoso?
No ano em que a Coca-Cola "roubou" o ano novo à Super Bock, eu passei as 12 badaladas na rua a brindar, abraçar e a pedir poucos desejos, repetidos e atropelados. No céu, as luzes do fogo, dentro de mim, o barulho dos foguetes. A noite foi memorável.

domingo, 1 de janeiro de 2012




sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011

Durante muitos dias pensei neste ano que agora termina e de todas as vezes só me ocorreu uma palavra - desemprego. Hoje parei, obriguei-me a sentar e a pensar uma vez mais, com a agenda à minha frente. Li, relembrei, passei muitas páginas em branco (que dizem tanta coisa), senti e vi cada acontecimento como se fosse ontem. É verdade, 2011 foi o ano em que estive desempregada e que fez desta a minha maior preocupação, mas foi mais do que isso e eu não posso - nem devo - esquecer tudo o resto.
Em 2011...
Fiz milhares de kms de comboio, visitante assídua de Lisboa, cidade que aprendi a conhecer e a gostar; nasceu o Tiaguinho; (re)descobri Amigos; tirei um siso; passeei mais pelo meu Porto; fiz uma formação; fiz quase dois meses de fisioterapia à coluna; viajei até Dublin e Birmingham; fui a um casamento Indiano; com muita tristeza e alguma mágoa terminei uma relação; fiz muitas caminhadas matinais; fiz outra formação; festejei o meu 31º aniversário rodeada de gente que eu sei que gosta de mim; ganhei um amigo; vi pessoas próximas perder pessoas que amavam; a minha irmã esteve sempre a meu lado; comovi-me porque os lugares na mesa de Natal foram os mesmos do ano passado;  relembrei inúmeras vezes que o "amanhã" é incerto.

2011 não foi, para mim, um ano bonito. Mas ainda não foi o ano em que deixei de acreditar, lutar e ter esperança. Ainda que incerto, o "amanhã" pode ser muito melhor que hoje.